SUPERMAN HISTÓRIA

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REFORMULAÇÃO

Mort Weisinger, editor das revistas do homem de aço, começou em meados dos anos 50 a primeira reformulação do Azulão. Ele entroduziu os vários tipos de kryptonita ( verde, vermelha, branca e dourada ), a Fortaleza da Solidão, a Supermoça e a cidade engarrafada de Kandor. O herói foi ganhando cada vez mais poderes, até se tornar quase um Deus. Viajava no tempo e movia planetas sem nem suar. Nesse meio tempo, muitas coisas surgiram e desapareceram. O Super ganhou uma versão mais jovem, o Superboy, acompanhado de Krypto, o Supercão. Jimmy Olsen e Lois Lane ganharam suas próprias revistas, vilões foram introduzidos e nosso herói passou a se encontrar com Batman e Robin no título World's Finest.

Havia uma versão mais velha do Super, que era casado com uma outra Lois Lane ( que aqui no Brasil começou como Miriam Lane ) e habitava uma das várias Terras paralelas. E as histórias imaginárias colocavam o personagem vivendo tranquilamente em Krypton, ou se transformando em um homem das cavernas. Weisinger deixou o personagem em 1970. Foi a hora certa para uma revitalização do personagem, comandada pelo editor, Julie Schwarz. Ele trouxe roteiristas jovens, diminuiu os superpoders do herói e colocou Clark Kent para trabalhar como apresentador de TV. Nesse período, Super-Homem encontrou o Homem-Aranha e Muhammad Ali.

Os anos 80 trouxeram a ascenção do herói, muito em função do tom dramático e sombrio das HQs da época, simbolizadas por Watchmen, pelo Demolidor e pelo principal "rival" do Super-Homem - Batman, o Cavaleiro das Trevas. Mas já era hora de dar um novo banho de loja no Homem de Aço, o que aconteceu após a minissérie Crise nas Infinitas Terras, que reformulou o universo DC. Em 86, John Byrne remodelou o personagem, humanizando-o e focando mais Clark Kent. De uma certa maneira, aproximou-o mais da concepção original de Siegel e Shuster. Em 1992, uma outra reviravolta aconteceu para trazer de volta o prestígio do personagem: A Morte do Super-Home.

foi anunciada pela presidente da DC, Jenette Kahn. Grande vendas, grande barulho. Mas depois de sua "ressurreição", os gráficos de vendas se estabilizaram e somente aparesentariam nova mudança com o lançamento A Noite Final, ponto de partida para o novo visual do personagem.

O que mais aguarda nosso herói só o tempo ( e os executivos da DC ) responderá. Aconteça o que acontecer, o primeiro dos super-heróis viverá para sempre.


Tudo começou com dois fãs de ficção-científica, Jerry e Joe. Ambos trabalhavam no jornal da escola e se encontraram pela primeira vez quando tinham 16 anos. Os dois logo criaram uma revista mimeografada chamada Science Fiction. Em 1933, quando o terceiro número havia saído, a revista apresentou uma história de Siegel sobre um homem com avançados poderes mentais, chamada "The Reign Of The Superman" ( O Reino do Super-Homem ). A ilustração de Shuster mostrava um careca com ar maléfico pairando sobre uma cidade futurística.

 

Com a ascenção de Hitler e suas declarações sobre o Terceiro Reich ser "um reino de super-homens", Siegel sugeriu que o personagem fosse alterado para não ajudar na campanha nazista. Cabelos foram acrescentados ao visual e o personagem mudou de lado, passando a ser "um dos justiceiros" da história. Naquele mesmo ano, a dupla apresentou a nova versão do Homem de Aço para um editor, já como uma revista em quadrinhos. Mas esse mesmo editor logo saiu dos negócios, e Shuster ficou tão batido que rasgou as artes dessa primeira tentativa de publicar o herói. Não desanimando, os dois partiram atrás de um novo editor, desta visando mais do que somente uma revista em quadrinhos: queriam partir logo para as tiras em jornais.

 

NASCE A LENDA

Em 1938, o Super-Homem que todos conhecemos veio finalmente à luz. Action Comics Nº 1 foi a primeira revista, com a famosa capa onde o Super está levantando um carro e esmagando-o contra uma rocha. O sucesso do personagem foi tanto que, três anos depois, ele já possuia três revistas, um programa de rádio, brinquedos, desenhos animados para cinemas e as já clássicas tiras para jornal. O Super também foi o primeiro "novo" herói a ganhar uma revista com seu próprio nome. Superman Nº 1 foi publicada no verão de 1939. A sequência inicial da história publicada em Action Comics Nº 1 teve de ser cortada por problemas de espaço. Quando uma versão mais completa apareceu em Superman Nº 1, o mundo ficou conhecendo a primeira boa ação de nosso herói: salvar um prisioneiro de uma multidão que queria linchá-lo. Este tipo de ato acontecia muito nos anos 30 e havia uma condenação implícita nos esforços do herói para provar que alguém tinha sido injustamente condenado a cadeira elétrica.

Ao cobrir essa história, Clark Kent ganhou seu emprego no jornal da cidade, que na época não se chamava Planeta Diário, mas A Estrela Diária. E neste espaço o Super ainda teve tempo de salvar uma esposa que era espancada pelo marido e dar uma coça no infeliz, bradando: "Você não está batendo numa mulher agora!". É claro que para sobreviver durante todo esse tempo, o Super-Homem teve que provar que realmente era de aço. Ele teve que enfrentar de tudo: a queda de vendagem nas HQs, as muitas imitações que apareceram no meio do caminho ( como o Capitão Marvel ), a ascenção da TV, a década de 60 e a mudança de gostos na passagem de quatro gerações. Esse é um dos segredos do Super-Homem. Ele está sempre mudando. Mas sempre permanece o mesmo: o ícone, o homem do amanhã, lutando pela justiça, a liberdade e o "American Way of Life".

Nesta longa jornada, nosso herói já ganhou diversas versões em outras mídias, do rádio à TV e cinema. E ajudou a vender uma infindável linha de produtos: de bonecos a jogos de tabuleiro, de armas de raios kryptonianos a quebra-cabeças, de mocassins a cintos. Mas o produto que mais vende sua imagem foi ( acredite se quiser ) um pão-de-forma vitaminado fabricado no ano de 1942.


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